Ninguém nunca pode dizer que não sabia. As coisas acontecem por um motivo, motivos claros e evidentes na verdade, mas nós nos negamos a vê-los, a crer na existência deles. A coisa está na sua cara, você sabe que não vai acontecer, não vai ser daquele jeito, mas você insiste. A gente faz isso porque somos convidados a nadar contra maré para mostrar que somos fortes, que podemos mais do que nós realmente sabemos que podemos. Oh mídia amaldiçoada! Oh eterno lamento chamado "corra atrás dos seus sonhos!", "faça o que você quer não a faculdade que seus pais querem", "lute pelo amor"... E se tudo isso for farsa? E se tudo isso for apenas sonho? O que fazer?
A infelicidade nós cavamos com nossas próprias mãos e a felicidade é a borboleta que pousa no teu ombro quando você não espera. Você decide não esperar, viver a beira do precipício, ser alguém diferente do que você era, quebrar os laços... peraí, mas eram os laços que te davam pelo menos as pequenas felicidades diárias, os bom-dias, os pequenos olhares, o sim minha irmã, o não minha mãe acompanhado do sorriso... Só te resta (e me resta) se desligar.
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| | | | | | Solidão é lava que cobre tudo Amargura em minha boca Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração Resignado e mudo No compasso da desilusão
Desilusão, Desilusão Danço eu dança você Na dança da solidão
Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou Maria tentou a morte por causa do seu amor Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado
Desilusão, Desilusão Danço eu dança você Na dança da solidão
Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura Quem beber daquela água, não terá mais amargura
Desilusão, Desilusão Danço eu dança você Na dança da solidão
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